Assista gratuitamente à aula abaixo e descubra por que a maioria ensina errado sem perceber:












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DEPOIMENTOS DE CLIENTES











Método Leonardo Adestra:

Se prepare para receber seu filhote; construa a suíte do seu filhote; gaste menos dinheiro no que for comprar; cesse erros e consequentemente não recompense seu filhote por comportamentos indesejáveis

Construindo comportamentos, consolidando padrões que são desejáveis, ensinando cachorro a dessensibilizar com barulhos, sociabilizar, aprender a fazer xixi e coco no lugar certo, a lidar com as mordiscadas, ficar sozinho sem chorar, andar na guia sem puxar e comandos como senta, fica, deita, cama entre diversos outros.

Depois do processo de educação seu cão está pronto para uma vida de liberdade, podendo te acompanhar em qualquer lugar, sendo um cão calmo, equilibrado, educado, com passeio confortável e sem surpresas quando ficar sozinho.

Filhote aprende sim... a fazer errado. Se você não mostrar o caminho certo, ele vai criar hábitos difíceis de reverter.

Justamente por isso o curso é direto, simples e você aplica no dia a dia. Entenda que adestramento é muito mais o que deixamos de fazer, do que o que fazemos.

A fase do filhote é onde tudo se constrói. É muito mais barato, rápido e eficiente educar agora do que corrigir depois.
Alguns alunos chegaram até aqui enfrentando desafios com seus filhotes — e neste bônus, você acompanha como cada problema foi resolvido, passo a passo.
Mostramos o antes, o durante e o depois:
O comportamento indesejado, a aplicação prática do método e o resultado final.
São transformações reais, com famílias reais, que provam — de forma incontestável — que educar com o Método Leonardo Adestra funciona de verdade.
Essa é a marca registrada do nosso trabalho: a verdade incontestável da transformação que acontece na vida real.
FIQUE TRANQUILO, VOCÊ TEM TOTAL GARANTIA!
SOBRE O CRIADOR DO MÉTODO!
Meu nome é Leonardo, também conhecido como Leonardo Adestra.
Sou formado em desenho industrial, com MBA em gestão empresarial e marketing estratégico. Divido minha rotina com esporte, mercado corporativo, adestramento e família.
Desde muito criança sempre tive cachorro em nossacasa de campo. Em 2004, já adulto, fui morar sozinhoe tive minha primeira cadela, a Kika. Dividia um
kitnet com ela.
Na ocasião li um livro sobre adestramento, apliquei tudo que aprendi e tive algum resultado.
Kika nos deixou em 2016. Em 2018 comecei a amadurecer a ideia de ter cachorro novamente. Sempre quis ter uma raça forte e imponente, então, depois de pesquisar bastante, decidi por uma American Staffordshire Terrier. A Kyra!
Na época minha filha tinha 4 anos. Eu não podia errar na educação da Kyra. Minha filha Manuela foi minha motivação para estudar profundamente sobre comportamento canino. Kyra chegou com a Manu já com 5 anos.
Apliquei tudo que aprendi e a Kyra hoje é meu “CARIMBO DE AUTORIDADE NO ASSUNTO”. Uma cadela dócil, calma e extremamente condicionada e parceira! Tudo que sempre sonhei!
Quando Kyra completou 5 anos decidi por um segundo cão. Veio o Sancho. E o Sancho é meu melhor resultado! Aplico no Sancho todo meu conhecimento e mostro tudo nesse curso de adestramento de cães, focado em adestrar filhote.
SUA DÚVIDA PODE ESTAR AQUI!
Com certeza absoluta vale já iniciar o curso. Inclusive, recomendo iniciar antes da chegada do filhote para que possa se preparar e preparar todo ambiente.
Mas, caso já tenha o filhote, inicie o quanto antes.
A proposta desse curso é eu compartilhar a minha educação, do meu filhote, desde antes da chegada dele.
Sancho nasceu 22/7/24.
Chegou para mim 16/10/24.
Será compartilhado toda a educação dele, passo a passo, por pelo menos até o primeiro ano de vida dele.
Sim, o curso De Bem com Filhote é todo ele em vídeo aulas onde você aprenderá do zero, mesmo sem entender absolutamente nada de cachorro ou adestramento, a adestrar seu próprio cachorro.
Imediatamente após você fazer o seu cadastro, irei te enviar um whatsapp e um email te oferecendo suporte diretamente comigo via assinatura mensal a um preço que custa metade de um lanche.
Recomendo fortemente aderir ao suporte, pois teremos a oportunidade de ajustes de rota de forma rápida e o processo fica mais acelerado.
Sim! O De Bem com Filhote é muito rico também para quem já tem cão adulto. Os conceitos e o manejo se aplica para cão de qualquer idade.
A diferença é que você provavelmente já terá higiene resolvida e os comportamentos típicos de filhote como mordidas e destruição já sanados, porém aprenderemos comandos, manejo, andar na guia, manter o cão sozinho e calmo, entre outros
O De Bem com Filhote é dividido em 3 etapas. A primeira, preparação, tem duração aproximada de 3 horas. Na preparação você aprenderá tudo que precisa para resolver xixi e coco no lugar errado, mordiscadas, latidos, choros, ansiedade etc. É o conteúdo que recomendo assistir de uma vez e aplicar logo, pois te tirará do sufoco.
A fase de educação é mais longa, e recomendo que faça aos poucos. Assiste uma aula, aplica, espera o cão assimilar e vai progredindo, sem pressa. Você tem 3 anos de acesso, mas pode ensinar tudo e seu cão assimilar todos os comandos em 3 meses.
Não adianta acelerar a fase de educação, pois é preciso aguardar o tempo de resposta do cachorro. Isso é ensinado no curso.
O curso todo tem mais de 100 aulas. Todas curtas, objetivas e direto ao ponto.
Assim que o processo de compra for finalizado, você receberá seu acesso por email.
O curso pode ser pago no PIX, boleto ou cartão de crédito, a vista ou parcelado.
Leonardo Adestra já fez diversos cursos de adestramento como o do Jairo Teixeira, Alexandre Rossi, Perdigavet, Max Macedo, além de estudos de diversos outros profissionais de outros países, como Cesar Millan, entre outros.
Mordiscar é uma fase natural do filhote e não existe uma fórmula mágica para fazer esse comportamento desaparecer do dia para a noite. O que podemos fazer é manejar essa fase para que as mordiscadas aconteçam cada vez menos até desaparecer e não se consolidem como um padrão de comportamento.
É importante entender que a mordiscada tem início, meio e pode ou não ter um final. Esse final depende muito da maneira como interagimos com o filhote. Quando tocamos nele, por exemplo, é natural que ele tente interagir de volta usando a boca. Isso não significa que não podemos fazer carinho ou brincar, mas que essas interações precisam acontecer dentro de um contexto.
No início, gosto de trabalhar principalmente antecipando o comportamento. Em vez de esperar o filhote decidir que vai interagir comigo através da boca para depois tentar fazê-lo parar, eu direciono o foco dele para aquilo que quero que ele faça.
Treinos curtos, primeiros comandos e outros estímulos cognitivos ajudam a direcionar essa energia. Ao mesmo tempo, quando existe a necessidade de morder, direcionamos a boca para brinquedos e objetos adequados.
A lógica é simples: quanto menos o filhote pratica a mordiscada nas pessoas, menor a chance de esse comportamento se fortalecer e virar um hábito.
Por isso, não faz sentido corrigir ou dar bronca no filhote por estar mordiscando. Estamos falando de uma fase oral natural. Nosso trabalho é manejar o ambiente, as interações e a rotina para atravessar essa etapa sem permitir que um comportamento esperado da infância se transforme em um padrão que continue mais tarde.
No De Bem com Filhote, eu mostro na prática como fazer esse manejo: como organizar o ambiente, direcionar corretamente a boca do filhote, criar uma rotina e trabalhar os primeiros aprendizados. A ideia não é encontrar uma solução mágica para as mordiscadas, mas construir desde cedo os comportamentos que queremos levar para a vida adulta.
O grande segredo para ensinar um filhote a fazer xixi e cocô no lugar certo está no manejo do ambiente. Antes de pensar em corrigir os erros, precisamos organizar o espaço para aumentar as chances de o filhote acertar.
Via de regra, o cachorro tende a evitar fazer suas necessidades próximo de onde dorme, come e bebe água. Por isso, quando preparo o ambiente de um filhote, gosto de concentrar a caminha, a alimentação e a hidratação de um lado e deixar a área destinada à higiene do outro.
Dessa forma, a própria organização do espaço ajuda a conduzir o filhote para onde queremos. E, quando colocamos nessa área um material adequado e absorvente, tornamos aquele local ainda mais convidativo para o xixi.
Outro ponto que muita gente não percebe é que a maneira como limpamos os erros também influencia no aprendizado. Não recomendo utilizar pano para limpar o xixi e depois reutilizá-lo. Mesmo depois de lavado, podem permanecer odores que nós não percebemos, mas que o olfato do cachorro consegue identificar. Isso pode acabar deixando sinais olfativos em locais onde não queremos que ele faça novamente.
Por isso, prefiro utilizar materiais descartáveis na limpeza e também uma solução específica que chamo de Xixi Não, que utilizo para ajudar nesse processo.
No De Bem com Filhote, eu mostro em detalhes como montar esse ambiente, onde posicionar cada elemento, como fazer a limpeza corretamente e como preparar a fórmula do Xixi Não. O objetivo é fazer com que o próprio ambiente trabalhe a nosso favor, aumentando os acertos e diminuindo as oportunidades de o filhote praticar o comportamento no lugar errado.
O primeiro passo é entender que o latido é uma forma de comunicação e pode acontecer por diferentes razões. Um filhote pode latir para chamar atenção, por medo, ansiedade, frustração ou simplesmente porque aprendeu que latir provoca alguma reação nas pessoas.
Um exemplo muito comum é o latido para pedir atenção. O filhote late e imediatamente alguém olha para ele, conversa, pega no colo ou até faz um “shhh” tentando fazê-lo parar. Para nós, isso pode parecer uma correção, mas, para o filhote, houve uma consequência importante: ele conseguiu nossa atenção. Com isso, o comportamento pode se repetir.
Porém, existe um ponto ainda mais importante do que simplesmente não recompensar o latido: precisamos entender o que está fazendo aquele filhote latir e, sempre que possível, evitar criar as condições que provocam esse comportamento.
Se ele late quando fica sozinho porque está ansioso, por exemplo, apenas ignorar o latido não resolve aquilo que está causando a ansiedade. Precisamos trabalhar gradualmente a capacidade desse filhote de permanecer sozinho e organizar uma rotina que não favoreça essa dependência.
O mesmo raciocínio vale para o medo. Um filhote pode latir diante de algo que considera ameaçador como uma tentativa de afastá-lo. Nesse caso, simplesmente corrigir o latido não muda a emoção que está por trás daquele comportamento. É preciso ajudá-lo a desenvolver segurança e confiança diante daquela situação.
Por isso, não existe uma única técnica para acabar com os latidos. Antes de tentar interromper o comportamento, precisamos descobrir sua função e trabalhar a causa. Construir um bom vínculo com o filhote, estabelecer uma rotina e ensiná-lo gradualmente a lidar com diferentes situações são partes importantes desse processo.
No De Bem com Filhote, eu ensino como construir essa rotina e esse vínculo desde os primeiros dias, além de mostrar como prevenir comportamentos que podem surgir por excesso de dependência, insegurança ou pela maneira como interagimos com o filhote. A ideia não é criar um cachorro que nunca late, mas um cachorro mais seguro e preparado para lidar com as situações do dia a dia.
É muito comum um filhote chorar nas primeiras noites na casa nova. Para entender esse comportamento, precisamos olhar não apenas para o momento do choro, mas para tudo o que aconteceu com ele durante aquele dia.
Pense na mudança pela perspectiva do filhote: até pouco tempo atrás ele estava em um ambiente conhecido, próximo da mãe e dos irmãos. De repente, é levado para uma casa diferente, com novos cheiros, sons, pessoas e uma rotina que ele ainda não conhece.
E justamente no primeiro dia é comum a família querer comemorar sua chegada. Chegam visitas, crianças querem brincar, todo mundo quer pegar o filhote no colo e ele passa de uma pessoa para outra. Para nós é um momento de felicidade. Para ele, pode ser um verdadeiro turbilhão de novos estímulos.
Depois de um dia inteiro assim, chega a noite e acontece uma mudança brusca: aquele filhote que passou horas recebendo atenção é colocado sozinho no cercadinho e todos vão dormir. É natural que ele sinta essa mudança e possa chorar.
Por isso, o choro da primeira noite não começa necessariamente à noite. A maneira como conduzimos a chegada do filhote e sua rotina durante o dia influencia bastante o que acontecerá quando chegar o momento de ficar sozinho.
Outro erro comum é tentar encontrar uma solução apenas quando o filhote já está chorando: “Ele está chorando no cercadinho, estou ignorando e ele não para. O que faço agora?”. Nesse momento, nossas possibilidades são muito menores. Dar atenção toda vez que ele chora pode ensinar que o choro é uma maneira de conseguir nossa presença. Por outro lado, simplesmente ignorar não corrige uma rotina que tenha sido mal construída ao longo do dia.
O trabalho mais importante acontece antes do choro.
Nos primeiros dias, precisamos permitir que o filhote se adapte gradualmente à nova casa, evitar excesso de estímulos, construir uma rotina mais previsível e começar a estabelecer a forma como vamos nos relacionar com ele. Pequenos chorinhos podem acontecer e fazem parte desse período de adaptação.
Ao longo dos dias, entram também os primeiros treinos, o manejo da alimentação, os momentos de descanso e o aprendizado gradual de permanecer sozinho.
No De Bem com Filhote, eu mostro como conduzir a chegada desde o primeiro dia e como organizar essa rotina passo a passo. A ideia é não esperar o filhote começar a chorar todas as noites para então tentar resolver o problema, mas construir desde a chegada uma rotina que ajude esse filhote a se sentir seguro e aprender gradualmente a ficar sozinho.
O cachorro é um animal social, que naturalmente vive e se relaciona em grupo. Quando trazemos um filhote para nossa casa, porém, nossa rotina é diferente da dele. Nós trabalhamos, vamos ao cinema, saímos para jantar, viajamos e temos diversos momentos em que nosso cachorro não poderá estar conosco.
Por isso, existe um aprendizado muito importante desde a chegada: o filhote precisa aprender a ficar sozinho.
Não é natural esperar que um filhote que acabou de chegar simplesmente saiba fazer isso. Mas é uma habilidade completamente ensinável.
O problema é que, muitas vezes, fazemos justamente o contrário. Nos primeiros dias queremos aproveitar o filhote o tempo inteiro: ele fica no colo, dorme conosco, recebe carinho e atenção constantemente e nos acompanha pela casa. Sem perceber, criamos uma rotina na qual ele praticamente nunca experimenta estar sem a nossa presença.
Depois chega o primeiro momento em que precisamos sair e esperamos que ele fique tranquilo.
Mas quando ensinamos esse filhote a ficar sozinho?
Se esse aprendizado não aconteceu, a ausência pode gerar sofrimento. O cachorro pode chorar, latir, ficar agitado, destruir objetos ou apresentar outros sinais de dificuldade para lidar com aquele momento.
Por isso, ensinar um filhote a ficar sozinho não significa afastá-lo de nós. Significa prepará-lo para os momentos em que inevitavelmente não estaremos com ele.
Esse aprendizado deve acontecer gradualmente e começa enquanto ainda estamos em casa. O filhote precisa perceber que existem momentos de interação e também momentos em que ele pode permanecer tranquilo no espaço dele, descansar ou realizar alguma atividade sem depender constantemente da nossa presença.
É aí que a rotina se torna tão importante. Carinho faz parte da relação, mas o cachorro também precisa usar a cabeça, aprender, farejar, brincar, explorar, descansar e desenvolver autonomia. Treinos, estímulos cognitivos, brincadeiras de busca e caça, manejo da alimentação e, no momento adequado, os passeios ajudam a construir uma rotina mais equilibrada.
O objetivo não é fazer o cachorro gostar menos da nossa presença. É fazer com que ele também fique bem na nossa ausência.
No De Bem com Filhote, eu ensino como construir essa rotina desde a chegada e como introduzir gradualmente os momentos de autonomia. Dessa forma, em vez de esperar o cachorro sofrer quando precisarmos sair para então tentar resolver o problema, nós o preparamos desde filhote para ficar sozinho de maneira calma e segura.
O primeiro passeio do filhote não deveria começar na rua. Antes de sair de casa, precisamos prepará-lo para aquilo que ele vai encontrar.
É muito comum colocarmos no filhote uma coleira, peitoral e guia com os quais ele ainda não está acostumado e, de repente, levá-lo para um ambiente completamente novo, cheio de pessoas, cachorros, barulhos, cheiros e movimentos. Muitas vezes ainda permitimos que ele interaja com tudo e com todos.
Para um filhote, isso pode representar um excesso enorme de estímulos.
Nesse cenário, ele pode tentar fugir daquilo que o assusta ou tracionar para chegar até algo que despertou seu interesse. Se isso se repete, o filhote começa a aprender que é dessa maneira que ele se comunica e se movimenta quando está na guia.
Em outros casos, o excesso de estímulos pode gerar medo e insegurança, favorecendo comportamentos como tentar fugir, latir ou reagir diante daquilo que ele ainda não sabe como lidar.
Por isso, existe um princípio que considero fundamental para começar os passeios: a guia mais forte que podemos ter com nosso cachorro não é a guia que está na nossa mão. É o vínculo que construímos com ele.
Antes de querer controlar o filhote fisicamente pela guia, precisamos ensiná-lo a prestar atenção em nós. Foco e vínculo são construídos através dos treinos e das interações que começam ainda dentro de casa.
O próprio material do passeio também deve ser apresentado antes. O filhote pode conhecer a coleira em um ambiente familiar, aprender a se movimentar com eles e começar a entender como queremos que ele caminhe antes de enfrentar todos os estímulos da rua.
Quando chegar o momento dos primeiros passeios, gosto de trabalhar de maneira progressiva: sempre do mais fácil para o mais difícil. Podemos começar em locais e horários mais tranquilos e, conforme o filhote ganha confiança e aprende a manter o foco, avançar gradualmente para situações mais movimentadas.
Também não precisamos permitir interação com todas as pessoas e todos os cachorros que aparecem pelo caminho. O passeio não precisa ser uma sequência de cumprimentos. A prioridade, principalmente no início, é construir uma experiência confortável, na qual o filhote consiga caminhar próximo de nós, prestar atenção e conhecer o ambiente sem ser levado constantemente à excitação.
E existe uma consequência muito importante nisso: um passeio confortável para o cachorro também tende a ser um passeio mais prazeroso para quem está com ele.
Quando passear deixa de significar puxões, tensão e conflito, naturalmente temos mais disposição para passear com frequência e aproveitar melhor esse momento. No final, quem mais se beneficia disso é o próprio cachorro.
No De Bem com Filhote, eu ensino desde a apresentação da guia e dos primeiros exercícios de foco até a construção progressiva do passeio, para que o filhote aprenda a caminhar próximo de quem está com ele, atento e confortável. O objetivo não é simplesmente impedir que ele puxe a guia, mas ensiná-lo desde o começo como passear.
Um dos maiores erros quando falamos em socialização é acreditar que socializar um filhote significa fazê-lo interagir com o maior número possível de pessoas e cachorros.
Socialização não é interação.
Levar um filhote para um parcão, colocá-lo em contato com vários cachorros ou permitir que todas as pessoas que aparecem pelo caminho interajam com ele não significa necessariamente que estamos fazendo uma boa socialização.
Na melhor das hipóteses, podemos ensinar esse filhote que todo cachorro e toda pessoa são um convite para interação. Ele passa a querer chegar em todos, fica excessivamente excitado e pode ter dificuldade para simplesmente caminhar e permanecer focado quando existem outros estímulos ao redor.
Em uma situação pior, uma experiência negativa com outro cachorro ou uma exposição intensa demais pode gerar medo, insegurança e favorecer respostas reativas no futuro.
Para mim, um cachorro bem socializado é aquele que consegue estar no mundo sem precisar interagir ou reagir a tudo que existe nele.
Ele pode sair na rua, ouvir carros, motos e ambulâncias, encontrar pessoas, observar crianças, ver outros cachorros e perceber diferentes sons, superfícies, objetos e ambientes sem que cada estímulo se transforme em um grande acontecimento.
Esse trabalho é especialmente importante nos primeiros meses de vida. Existe uma janela de desenvolvimento muito importante aproximadamente entre os 2 e 4 meses de idade, e devemos aproveitá-la para apresentar diferentes estímulos ao filhote de maneira cuidadosa e progressiva.
A regra continua sendo a mesma que utilizo em outros aprendizados: sempre do mais fácil para o mais difícil.
Socializar não é jogar o filhote no meio de muitos estímulos para que ele “se acostume”. É apresentar o mundo em uma intensidade que ele consiga processar, permitindo que construa boas referências e segurança diante daquilo que encontra.
E isso também muda a maneira como conduzo as interações com outros cachorros. Prefiro que meu filhote tenha contato com cães que eu conheço e cujo comportamento considero adequado, de preferência soltos em um ambiente seguro e controlado.
Quando meu cachorro está na guia, minha regra é diferente: não utilizo aquele momento para cumprimentar outros cachorros. Quero que a guia esteja associada ao foco em quem está conduzindo, e não à expectativa de chegar até tudo que aparece pelo caminho.
Isso não significa impedir o cachorro de conviver com outros cães. Significa escolher quando, onde e com quem essas interações vão acontecer.
No De Bem com Filhote, eu mostro esse processo na prática: como aproveitar os primeiros meses, quais estímulos apresentar, como aumentar gradualmente a dificuldade e como conduzir as interações sem transformar socialização em excesso de excitação.
O objetivo não é criar um cachorro que precise conhecer todo mundo. É criar um cachorro seguro, que consiga conhecer o mundo e permanecer confortável nele.
Sim. Utilizar um cercadinho e restringir temporariamente o espaço do filhote pode ser uma ferramenta muito importante durante sua educação. A restrição, quando utilizada corretamente, não tem como objetivo prender o cachorro, mas prepará-lo para que no futuro ele possa ter muito mais liberdade.
Um filhote ainda está aprendendo como interagir com a nossa casa. E uma das principais maneiras que ele tem de explorar o mundo é através da boca.
Quando deixamos um filhote com acesso irrestrito à casa, ele pode roer móveis, rodapés, fios, objetos e até coisas que oferecem risco à sua segurança. Portanto, um ambiente sem controle pode não ser seguro para o filhote e também pode resultar em danos à casa.
Mas existe outro problema menos óbvio: quando damos liberdade antes de ensinar o filhote a lidar com ela, podemos acabar reforçando comportamentos que não queremos.
Imagine que ele começa a roer o rodapé. Naturalmente, você se aproxima, fala com ele e o tira dali. Na perspectiva do filhote, porém, uma sequência pode começar a ser aprendida: ele vai até o rodapé, morde e consegue sua atenção.
Sem perceber, nossa reação pode contribuir para que aquele comportamento aconteça novamente.
É por isso que gosto de trabalhar primeiro com o manejo do ambiente. No De Bem com Filhote, chamamos esse espaço organizado de suíte do filhote. O cercadinho nos ajuda a controlar quais objetos estarão disponíveis, organizar melhor a área de higiene, direcionar as mordiscadas e evitar que o filhote passe o dia praticando comportamentos que depois precisaremos tentar modificar.
Isso não significa que ele deverá viver preso no cercadinho.
O filhote precisa ficar solto para aprender a ficar solto. A diferença é que, no começo, essas solturas são direcionadas e acontecem em momentos nos quais conseguimos acompanhar e ensinar como queremos que ele interaja com o ambiente. Conforme aprende, ele conquista progressivamente mais espaço e mais liberdade.
É justamente por isso que trabalho seguindo uma ordem: Preparação → Educação → Liberdade.
Primeiro preparamos o ambiente e evitamos que o filhote pratique comportamentos inadequados. Depois ensinamos aquilo que queremos que ele faça. Como consequência, podemos oferecer cada vez mais liberdade.
Quando fazemos dessa maneira, a restrição representa um período relativamente curto da vida do cachorro para favorecer uma vida inteira de liberdade.
Quando fazemos o contrário e oferecemos liberdade total antes da educação, o filhote pode passar meses praticando comportamentos que não queremos. Mais tarde, podemos acabar precisando restringir justamente o cachorro adulto porque ele não aprendeu a ficar solto dentro de casa.
No De Bem com Filhote, eu ensino como montar a suíte do filhote, como utilizar o cercadinho, como criar uma rotina de solturas e, principalmente, como aumentar gradualmente a liberdade conforme o cachorro aprende. A restrição não é o objetivo. A liberdade é.
Roer e explorar objetos com a boca é um comportamento natural do filhote. Ele está conhecendo o mundo, passando por uma fase oral e ainda não sabe a diferença entre o brinquedo que compramos para ele e o pé da nossa cadeira.
Por isso, quando um filhote começa a destruir objetos, meu primeiro pensamento não é: “como faço para corrigi-lo?”. É: como faço para que ele tenha menos oportunidades de praticar esse comportamento?
E, mais uma vez, entramos no manejo do ambiente.
Se deixamos um filhote solto pela casa com acesso a sapatos, fios, rodapés, móveis e dezenas de outros objetos, estamos exigindo que ele tome decisões que ainda não ensinamos a ele.
No início, a restrição de espaço e a suíte do filhote ajudam justamente nisso. Criamos um ambiente seguro, controlamos aquilo que está disponível e oferecemos objetos adequados nos quais ele possa dar vazão à necessidade natural de usar a boca.
Isso não significa que o filhote ficará sempre restrito. As solturas fazem parte da educação, mas, principalmente no começo, precisam ser planejadas e acompanhadas.
Antes dessas solturas, podemos preparar o ambiente, inclusive tornando menos atrativos, através de cheiros específicos, determinados objetos que não queremos que o filhote roa. Ao mesmo tempo, disponibilizamos opções adequadas para que ele possa explorar e utilizar a boca.
Conforme o filhote avança no processo de educação, também podemos introduzir a correção quando ele acessa algo que não deve. No meu método, porém, não gosto de começar pela correção. Primeiro construo uma relação positiva do cachorro com a guia, ensino foco e desenvolvo o passeio. Só depois, quando ele já compreende essa ferramenta dentro de um contexto positivo, ela também pode ser utilizada de maneira pontual para comunicar determinados limites.
A correção, portanto, não é a base do processo. A base continua sendo preparar o ambiente, evitar a repetição dos comportamentos que não queremos e ensinar ao filhote como queremos que ele viva dentro da nossa casa.
É novamente o princípio de Preparação → Educação → Liberdade.
No De Bem com Filhote, eu mostro como preparar o ambiente, como conduzir as solturas, como trabalhar os objetos que não queremos que sejam destruídos e em qual momento cada ferramenta entra no processo de educação. O objetivo não é passar a vida impedindo o cachorro de fazer coisas erradas, mas educá-lo para que, progressivamente, ele conquiste cada vez mais liberdade dentro de casa.
Os primeiros comandos podem começar a ser ensinados assim que o filhote chega em casa. Por volta dos 60 dias, já podemos iniciar treinos simples, curtos e adequados à idade dele.
E não precisamos criar uma grande sessão de treino para isso. Eu gosto de aproveitar algo que já faz parte da rotina do filhote: a alimentação.
Uma refeição que levaria 30 segundos para ser oferecida pode se transformar em três a cinco minutos de interação e aprendizado. Utilizamos parte do próprio alimento do filhote durante pequenos treinos e, dessa forma, algo que já aconteceria todos os dias passa a ter também uma função educativa.
Além de aprender comportamentos que serão úteis ao longo da vida, o filhote precisa pensar, prestar atenção, tomar decisões e descobrir o que esperamos dele. Esse estímulo cognitivo é muito rico e também contribui para seu gasto de energia e para uma rotina mais equilibrada.
No meu método, gosto de utilizar o clicker como marcador para indicar com precisão o momento em que o filhote apresenta o comportamento que queremos.
E existe outro detalhe importante: no início, gosto de ensinar os comandos em silêncio.
Primeiro ensino o filhote a responder ao gesto. Quando aquele comportamento já está claro, adiciono o comando de voz. Isso evita ficar repetindo palavras que ainda não possuem significado para o cachorro e ajuda a construir comandos mais limpos e funcionais.
A comida é uma ferramenta excelente para essa fase de aprendizado, mas o objetivo não é depender dela para sempre. Conforme o filhote aprende, começamos gradualmente o desmame da comida e passamos a utilizar outros reforços que já existem naturalmente no nosso dia a dia.
No De Bem com Filhote, eu mostro como começar esses primeiros treinos, como utilizar o clicker, como aproveitar as refeições, quando adicionar o comando de voz e como fazer gradualmente o desmame da comida. Mais do que ensinar um “senta” ou um “deita”, esses primeiros treinos começam a construir algo que vamos utilizar em toda a educação do cachorro: comunicação, foco e vínculo.
Um filhote reativo pode latir, avançar, tentar fugir ou apresentar respostas muito intensas diante de outros cachorros, pessoas, sons, objetos ou situações do ambiente.
A reatividade pode estar relacionada a diferentes fatores, mas medo, insegurança, experiências negativas e um processo inadequado de socialização podem contribuir para esse comportamento.
Por isso, o melhor trabalho começa antes da reatividade aparecer: uma boa socialização também é uma forma de prevenção.
Como vimos anteriormente, socializar não significa fazer o filhote interagir com tudo e com todos. Significa apresentá-lo ao mundo de maneira gradual e ajudá-lo a permanecer seguro e confortável diante dos diferentes estímulos que fazem parte dele.
Mas e quando o filhote já está reagindo?
Nesse momento, simplesmente colocá-lo diante daquilo que provoca a reação repetidas vezes esperando que ele “se acostume” pode piorar o problema. Se existe medo ou insegurança, precisamos trabalhar respeitando uma intensidade na qual o cachorro ainda consiga lidar com aquele estímulo.
Uma das ferramentas utilizadas nesse processo é a dessensibilização sistemática.
Na prática, isso significa apresentar gradualmente o estímulo que provoca a reação, começando por uma intensidade ou distância que o cachorro consiga tolerar sem entrar em uma resposta intensa. A partir daí, avançamos progressivamente, fazendo associações positivas e aumentando a dificuldade conforme ele demonstra estar preparado.
Se o filhote reage a outros cachorros, por exemplo, não preciso começar colocando outro cachorro perto dele. Posso trabalhar inicialmente a uma distância em que ele perceba a presença do outro animal, mas ainda consiga permanecer tranquilo e manter o foco. Conforme esse cenário se torna confortável, reduzimos gradualmente a distância.
A regra é a mesma que aparece em vários momentos da educação do filhote: do mais fácil para o mais difícil.
E é justamente por isso que socialização e reatividade estão tão relacionadas. Quanto melhor apresentamos o mundo ao filhote durante seu desenvolvimento, maiores são as oportunidades de construir boas referências antes que medo e insegurança se transformem em respostas mais difíceis de manejar.
No De Bem com Filhote, eu ensino como fazer o processo de socialização desde os primeiros meses e como apresentar estímulos de maneira gradual, construindo confiança e segurança. O objetivo é trabalhar principalmente na prevenção, preparando o filhote para lidar melhor com as situações que encontrará ao longo da vida.
O De Bem com Filhote é uma metodologia criada por Leonardo Adestra para ensinar, passo a passo, como educar um filhote desde a sua chegada em casa. O método divide esse processo em três etapas: Preparação, Educação e Liberdade.
A lógica é simples: antes de esperar que o filhote saiba se comportar, precisamos preparar o ambiente e a rotina; depois, ensinamos aquilo que esperamos dele; e, conforme ele aprende, aumentamos progressivamente sua liberdade.
A primeira etapa começa desde a chegada do filhote.
Antes de pensar em comandos ou em corrigir comportamentos, precisamos preparar a casa e estabelecer uma rotina que aumente as oportunidades de acerto e diminua as oportunidades de o filhote praticar comportamentos que não queremos.
É nessa fase que trabalhamos questões como a montagem da suíte do filhote e o uso do cercadinho, higiene e xixi no lugar certo, mordiscadas, manejo da alimentação, rotina, primeiros momentos sozinho e a maneira como vamos nos relacionar com o filhote.
Essa é a fundação do método.
Muitos problemas que aparecem durante o desenvolvimento não precisam ser resolvidos depois que se tornam hábitos. Podemos trabalhar desde o começo para reduzir as chances de eles se consolidarem.
Por isso, dentro do De Bem com Filhote, preparar vem antes de cobrar.
A segunda etapa é o processo de Educação e é aqui que existe uma característica muito importante do De Bem com Filhote: o processo foi registrado na prática com o Sancho, meu próprio filhote.
As gravações acompanham seu desenvolvimento desde a chegada à minha casa, com aproximadamente 60 dias, passando pelos diferentes aprendizados até se tornar um cachorro educado.
Isso significa que as aulas não mostram apenas um cachorro adulto que já conhece determinado exercício executando perfeitamente um comando.
Elas mostram o processo de aprendizagem acontecendo.
Para deixar isso ainda mais didático, utilizo meus dois cães, Kyra e Sancho, em diferentes momentos das aulas.
Quando vou ensinar um comportamento, posso primeiro utilizar a Kyra, que já conhece aquele exercício, para mostrar qual é o resultado que buscamos.
Depois, faço o processo com o Sancho, que naquele momento ainda não aprendeu aquele comportamento.
Dessa maneira, quem está assistindo consegue enxergar duas coisas diferentes:
onde queremos chegar e como chegamos até lá.
Se estou ensinando o comando “senta”, por exemplo, não mostro apenas um cachorro que já sabe sentar. Mostro o resultado com a Kyra e depois o aprendizado acontecendo com o Sancho, desde as primeiras tentativas.
Isso é especialmente importante porque um filhote aprendendo não executa tudo perfeitamente. Existem tentativas, erros, evolução e repetição. É justamente esse processo que quem está educando seu próprio filhote encontrará dentro de casa.
É daí que vem uma expressão que utilizo para definir o De Bem com Filhote: o carimbo da verdade incontestável. Em vez de apresentar apenas uma teoria ou o resultado pronto, eu registro a aplicação do método com meu próprio filhote e mostro sua evolução ao longo do processo.
Outro princípio importante é que o De Bem com Filhote não foi construído a partir de uma rotina idealizada em que alguém pode passar o dia inteiro treinando um cachorro.
O processo com o Sancho aconteceu dentro da minha rotina real: trabalhando, sendo pai e marido, cuidando da família, treinando e conciliando os compromissos de um dia corrido.
Isso faz parte da metodologia porque educar um filhote precisa caber na vida real.
Por isso, muitos dos aprendizados são incorporados às atividades que já aconteceriam durante o dia. A própria alimentação, por exemplo, pode se transformar em alguns minutos de treino e estímulo cognitivo.
A proposta não é passar horas treinando. É aprender a utilizar melhor os momentos que já temos com o cachorro.
As aulas são construídas para mostrar de maneira objetiva o que está acontecendo em cada exercício.
Muitos treinos são apresentados com a execução acontecendo em silêncio e a explicação sendo feita através da narração. Dessa forma, é possível observar o comportamento do cachorro, os gestos, o tempo das ações e as respostas durante o exercício sem transformar o treino em uma sequência de comandos falados.
Os vídeos são diretos ao ponto e procuram mostrar não apenas o que fazer, mas principalmente como aplicar aquilo com um filhote que ainda está aprendendo.
Ao longo do processo entram os primeiros comandos, foco, vínculo, uso da guia, socialização, passeios, autonomia, manejo dos comportamentos e os demais aprendizados necessários para a convivência.
A terceira etapa é a Liberdade.
Para mim, liberdade não deve ser simplesmente entregue ao filhote antes que ele esteja preparado para lidar com ela. Ela deve ser conquistada progressivamente através da educação.
No começo, utilizamos mais manejo, controle do ambiente e restrição de espaço. Conforme o filhote aprende a viver dentro da casa, aumenta também aquilo que ele pode fazer.
A restrição, portanto, não é o objetivo do método. A liberdade é.
É a mesma lógica aplicada aos passeios, à convivência dentro de casa, aos momentos sozinho e às diferentes situações que o cachorro encontrará ao longo da vida.
Por isso, Preparação → Educação → Liberdade não representa apenas a organização das aulas do De Bem com Filhote. É a lógica que orienta toda a metodologia.
Primeiro criamos as condições para o filhote acertar. Depois ensinamos aquilo que esperamos dele. E então utilizamos essa educação para proporcionar aquilo que realmente queremos no final: um cachorro educado, seguro e com liberdade para participar da nossa vida.

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